segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TANNHÄUSER – Royal Opera, Londres, Dezembro de 2010


(review in English below)

Tannhäuser é uma ópera com libretto e música de Richard Wagner. De entre as suas primeiras obras é, musicalmente, a mais rica e sofisticada. No centro do enredo estão os torneios poéticos trovadorescos medievais, muito do agrado do compositor. Grande parte da obra wagneriana está imbuída da redenção pelo amor, tema dominante nesta ópera, apesar de a sua magnitude ultrapassar largamente o confronto entre o amor carnal (simbolizado por Vénus) e o espiritual (por Elisabeth).


A belíssima abertura da ópera é, talvez, a primeira grande página sinfónica do compositor e inclui os temas principais da ópera com valor simbólico. Os Leitmotive virão a ser uma marca indelével nas partituras de Wagner.

Tannhäuser, um trovador, está no Venusberg. Foi seduzido por Vénus mas decide regressar a Turingia pois está cansado dos prazeres carnais. Em Wartburg, castelo de Herrmann, reencontra Elisabeth, que o ama há muito e por quem se apaixonou profundamente. Num concurso poético sobre a essência do amor Wolfram, outro trovador amigo de Tannhäuser que ama secretamente Elisabeth, canta as virtudes do amor casto. Para escândalo geral, Tannhäuser elogia o amor físico em detrimento do espiritual e canta um hino a Vénus. É salvo da fúria de toda a corte por Elisabeth mas Herrmann obriga-o a ir a Roma espiar o seu pecado. Os peregrinos regressam sem Tannhäuser e Elisabeth, observada por Wolfram, reza desesperadamente à Virgem para a deixar morrer e, com a sua morte, salvá-lo. Wolfram pede à estrela da noite para guiar Elisabeth ao céu. Tannhäuser finalmente regressa sem o perdão papal e tenta desesperadamente voltar para Venusberg. No entanto, ao constatar que Elisabeth morreu para o salvar, comove-se até à morte. A confirmação do perdão surge quando o báculo papal floresce.

Nesta nova produção da Royal Opera House de Londres a direcção musical foi do maestro russo Semyon Bychkov que esteve à altura da partitura de Wagner. A Orquestra da Royal Opera foi, mais uma vez, excepcional, merecendo especial destaque os metais, nas cordas os violoncelos e, sobretudo, as harpas, que têm um papel fulcral na obra e foram tocadas de forma imaculada. O Coro da Royal Opera (ou melhor, os Coros, dado que houve um segundo, como reforço) foram sublimes e proporcionaram-nos alguns dos momentos mais imponentes do espectáculo, ora pela intensidade dramática, ora pela interpretação etérea que nos transportava para uma dimensão celestial. De arrepiar!



A encenação de Tim Albery foi excessivamente austera e pouco eficaz. Começou bem, com a visão por Tannhäuser de Elisabeth. O Venusberg é representado pelo palco da Royal Opera House. Foi uma Royal Opera dentro da Royal Opera (ideia interessante). A orgia inicial é dançada por seis casais de bailarinos que, com uma longa mesa como adereço, saltam sobre ela e à sua volta, abraçam-se intensamente à medida que se vão despindo, aumentam freneticamente a intensidade da execução, concretizando no final a relação sexual (com a decência esperada para um teatro como este). A movimentação em palco é vertiginosa mas perturba a audição da abertura da partitura.


Entra Vénus em cena, vestida de negro, numa cama de lençóis de cetim brancos e este é o único adereço, para além de uma cadeira onde Tannhäuser se senta durante grande parte da récita. Quando abandona o Venusberg surge uma criança sentada à sombra de uma árvore e depois os trovadores amigos de Tannhäuser, no palco totalmente vazio.
O 2º acto abre com o palco da Royal Opera em ruínas e toda a acção se passa aí. Quando entra o coro, os homens vêm armados de metralhadoras e as mulheres com velas nas mãos, que acendem e colocam juntas no chão.
Finalmente no 3º acto o palco está ainda mais vazio, só restando algumas das peças do teatro mais degradadas pelo tempo. O florescer final do báculo é representado pelo plantar de uma pequena árvore plástica por uma criança.
Enfim, uma encenação pouco clara, muito despida e ineficaz. Um caso em que não se perde nada em fechar os olhos, para só apreciar a música.


O heldentenor sul-africano Johan Botha foi um Tannhäuser com uma voz de potência insuperável mas, nem por isso, menos agradável ao ouvido. Esteve sempre afinado e manteve a qualidade e consistência no registo mais agudo. Foi marcante quando elogiou a beleza de Vénus (Dir, töne Lob), mas no segundo acto, durante o concurso, foi verdadeiramente arrasador. Já o ouvi várias vezes e, nunca falha! Cenicamente um desastre, mas outra coisa não seria de esperar, dada a sua obesidade.

Vénus foi interpretada pelo mezzo-soprano alemão Michaela Suster. Presença libidinosa e com boa movimentação cénica, a voz é respeitável, bem audível, à altura da personagem.


A soprano holandesa Eva-Maria Westbroek fez uma Elisabeth muito credível. Brilhou no início do 2º acto com Dich, teure Halle mostrando um soprano potente, seguro, mas ocasionalmente, em esforço, som metálico. No entanto, no 3º acto, quando pede à Virgem que a deixe morrer por Tannhäuser (Allmächtge Jungfrau) atinge uma qualidade interpretativa superior. Cenicamente esteve sempre bem.

Para mim a grande surpresa da noite foi Wolfram, interpretado pelo barítono alemão Christian Gerhaher. Só posso qualificar a sua interpretação com uma palavra – comovente! O timbre é claro, suave, doce e de beleza inigualável. E, ao contrário dos restantes, nunca cantou em esforço mas, apesar de ter sido a voz menos potente, ouviu-se cada palavra do que cantou. Verdadeiramente assombroso! Protagonizou os momentos mais belos da récita, entre eles, no 2º acto, o concurso de canto (juntamente com Botha, Robinson e a orquestra com as suas imaculadas harpistas) e, principalmente, no 3º acto, o canto à estrela da noite (O du, mein holder Abendstern) que foi de uma sensibilidade arrepiante. Só ele teria valido a récita.


Notável foi também o menino pastor no início do 2º quadro do primeiro acto, Alexander Lee.

Tiveram ainda boas prestações o baixo alemão Christof Fischesser como Herrmann e os trovadores Walther (tenor inglês Timothy Robinson), Heinrich (tenor americano Steven Ebel). Biterolf (baixo inglês Clive Bayley) e Reinmar (baixo inglês Jeremy White).

Mais uma noite de glória vocal em Covent Garden!





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Tannhäuser - Royal Opera, London, December 2010

Tannhäuser is an opera with libretto and music by Richard Wagner. It is, musically, the richest and the most sophisticated of his early works. In the center of the plot are the medieval tournaments of troubadour poetry, much to the appreciation of the composer. Much of the work is imbued with Wagnerian redemption by love, a dominant theme in this opera, although its magnitude goes well beyond the conflict between carnal love (symbolized by Venus) and spiritual love (Elisabeth).

The beautiful overture of the opera is perhaps the first great symphonic page of the composer and includes the main themes of the opera with symbolic value. The Leitmotive will become a permanent mark in the scores of Wagner.

Tannhäuser, a troubadour, is in Venusberg. He was seduced by Venus but decided to return to Turingia because he is tired of carnal pleasures. In Herrmann’s Wartburg Castle he finds Elisabeth, who loves him deeply for a long time. In a poetic contest about the essence of love Wolfram, another troubadour friend of Tannhäuser, who secretly loves Elisabeth, sings the virtues of chaste love. For general scandal, Tannhäuser praises physical love at the expense of spiritual love and sings a hymn to Venus. He is saved from the fury of the whole people by Elisabeth, but Herrmann forces him to go to Rome to expiate his sin. The pilgrims return from Rome without Tannhäuser and Elisabeth, observed by Wolfram, desperately prays to the Virgin to let her die, and with her death, save Tannhäuser. Wolfram asks the evening star to guide Elisabeth to heaven. Tannhäuser finally returns without papal forgiveness and tries desperately to get Venusberg. However, finding that Elizabeth died to save him, he was moved to death. Confirmation of forgiveness comes when the Pope’s staff flourishes.

In this new production at the Royal Opera House in London the musical direction was of Russian conductor Semyon Bychkov that made justice to the score of Wagner. The Orchestra of the Royal Opera was once again outstanding, with special mention to the metals, among the strings the cellos and, especially, the harps, which play a central role in the work and were played immaculately. The Choir of the Royal Opera (or rather the choirs, since there was a second one, as reinforcement) were sublime and provided us with some of the most impressive moments of the performance, sometimes by the dramatic intensity, sometimes by the ethereal interpretation that transported us into a heavenly dimension. Creepy!

The staging of Tim Albery was harsh and ineffective. It started well, with the vision of Elisabeth by Tannhäuser. The Venusberg was represented by the Royal Opera House stage. It was a Royal Opera inside the Royal Opera (interesting idea). The initial orgy is danced by six pairs of dancers who, with a long table as an adornment, jump on it and around it, hugging each other intensely while stripping. They increase the intensity of running frantically, culminating with sex (with the decency expected in a theater like this). The movement on stage was dizzying but disturbed the hearing of the overture.
Venus enters dressed in black, on a bed of white satin sheets and this is the only adornment, in addition to a chair where Tannhäuser sits for much of the performance. When he leaves Venusberg, a child arises sitting in the shade of a tree. The troubadours, friends of Tannhäuser, appear in a totally empty stage.
Act 2 opens with the stage of Royal Opera in ruins and all the action happens there. When the choir enters, men come with machine guns and women with candles. They are lighted up and put together on the floor.
Finally in 3rd act the stage is even more empty, leaving only some parts of the theater, more degraded by time. The final flourish of the Pope’s staff is represented by the planting of a small plastic tree by a child.
In summary, an unclear, very empty and inefficient staging. A case in which nothing is lost if we close our eyes and just enjoy the music.

South African heldentenor Johan Botha was a Tannhäuser with a voice of unsurpassed power and very pleasant to hear. He was always tuned and maintained vocal quality and consistency in top notes. He was impressive when he praised the beauty of Venus (Dir, töne Lob), but in the second act, during the song contest, he was truly fantastic. I've heard him several times and he never fails! Artistically he was a disaster, but nothing else could be expected, given his obesity.

Venus has been interpreted by German mezzo-soprano Michaela Suster. She was libidinous on stage and the voice was impressive and could be clearly heard at all registers.

Dutch soprano Eva-Maria Westbroek was a very credible Elisabeth. She was brilliant at the beginning of Act 2 with Dich, teure Halle showing a powerful intense soprano, but occasionally on effort, metallic sound. However, in 3rd act, when she asks the Virgin to let her die for Tannhäuser (Allmächtge Jungfrau) she reached a superior quality of interpretation. Artistically she has always been good.

For me the big surprise of the night was Wolfram, sung by German baritone Christian Gerhaher. I can describe his interpretation with one only word - moving! The tone is light, soft, sweet and of unparallel beauty. And unlike the others, he never sang in effort. Despite showing a less powerful voice, we could hear every word that he sang. Truly amazing! He sang the most beautiful moments of the performance including, in act 2, the singing contest (along with Botha, Robinson and the orchestra with its celestial harps), and especially in 3rd act, singing to the evening star (O du mein holder Abendstern). This was sung with a peerless sensitivity and emotion.
Only to listen to him, it would have been worth the performance.

Alexander Lee was notable as the shepherd boy at the beginning of the 2nd part of first act.
Also good performances were heard from German bass Christof Fischesser as Herrmann, and the troubadours Walther (English tenor Timothy Robinson), Heinrich (American tenor Steven Ebel), Biterolf (English bass Clive Bayley) and Reinmar (English bass Jeremy White).

One more night of vocal glory at Covent Garden!

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19 comentários:

  1. Caro Plácido,
    Sim, ela canta muito bem, mas ao pé de Botha e de Gerhaher (e tendo ouvido há dias a Meier e a Stemme) tive que marcar a diferença, mas tem razão, vou passar para 17. Talvez tivesse sido demasiado severo.

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  2. Assim vale a pena, apesar da pena que são os disparates dos encenadores.

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  3. Caro Paulo,
    Soube que (pelo que já li nos blogues), conforme combinado, no Sábado passado, muitos dos que enriquecem a blogosfera com "coisas da lírica" finalmente se conheceram pessoalmente na Gulbenkian, entre os quais esteve o Paulo.
    Tive imensa pena de não poder ter estado presente, mas espero que a oportunidade se venha a repetir numa próxima transmissão do Met Live. É para mim muito gratificante conhecer aqueles que admiro e que tanto prazer me proporcionam na blogosfera, entre os quais está o Paulo, como já referi no meu e no seu blogue.
    Mas consegui, numa deslocação profissional a Londres, assistir a dois (mais dois) espectáculos de ópera marcantes - o Tannhäuser (talvez a melhor interpretação vocal de sempre das que ouvi) e a Adriana Lecouvreur, sobre a qual escreverei oportunamente.
    Assim, resta-me a consolação de, não tendo podido conhecer os bloggers que tanta alegria me proporcionam, pelo menos pude assistir a mais dois espectáculos de qualidade excepcional.
    Aceite os modestos cumprimentos (ainda virtuais) deste seu admirador.

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  4. Caro FanaticoUm,
    Acho inadmissível e imperdoável ter trocado os colegas blogueiros por Covent Garden. Estou já a programar a minha vingança, que será deixar-vos a olhar para o jardim da Gulbenkian enquanto eu estarei em Bayreuth.
    Isso ou a Fanciulla já em Janeiro, no mesmo local.

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  5. Caro FanaticoUm,

    Só terei a oportunidade de ver esta produção no próximo dia 19 de Dezembro e já estou musicalmente a salivar.

    De todos os intérpretes major, apenas nunca ouvi Botha e Gerhaher ao vivo.

    Não me surpreende o que refere em relação ao Gerhaher. Há já algum tempo que se tornou um dos meus barítonos favoritos - o seu CD de canções de Schubert datado de 2006 e o mais recente com lieder de Mahler são absolutamente fantásticos.

    Em relação ao Botha... peso pesado que se transforma num Pavarotti wagneriano, não?

    A encenação, pelo que descreve, não me parece assim tão anormal. Lembro que Tim Albery assinou a produção do Holandês Voador de 2009, a qual tive a oportunidade de assistir, com Bryn Terfel e Anja Kampe, e foi muito interessante. Como diz, o Tannhauser é um mundo de contrastes. Venusberg, no fundo, é um mundo de prazer contínuo e que melhor maneira de o representar como aquilo que a muitos os que vão à Ópera ela significa: prazer contínuo! Contudo, esse mundo não é real, é ficção, e por isso, ao ser destruído quando Tannhauser refere o nome da Virgem, cai por terra e Tannhauser passa para o mundo real, onde o sentido de pecado existe, onde o amor existe, onde o ressentimento existe e se sentem na pele e na alma. Por isso, Venusberg se destroi e se destroi o palco encenado da Royal Opera. Em relação aos peregrinos aparecerem com metralhadoras? O que são os peregrinos se não pecadores (vão a Roma para o perdão Papal)? Qual será o maior pecado que assistimos nos dias de hoje? A guerra! Pelo menos para Tim Albery o será. As mulheres peregrinas levam velas possivelmente simbolizando o sentido da peregrinação. O que fazemos quando rezamos a um santo na Igreja? Pomos uma vela para que ela nos possa alumiar no nosso caminho. Sem ainda ter visto, esta é a minha interpretação do que escreve. Não me parece assim tão incoerente a encenação.

    A ver vamos... que venha depressa domingo! Seguido de relato aqui no blog.

    Cumprimentos musicais.

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  6. @ Paulo
    Tem toda a razão! Foi mesmo inadmissível! Penitencio-me por isso mas, na Fanciulla de Janeiro, lá irei ao jardim da Gulbenkian, na esperança remota de ver algum daqueles que muito admiro, sobretudo sem os conhecer... mas tentarei, confesso!

    @wagner_fanatic
    Realmente, num momento de lucidez, cada vez mais rara em mim, eu bem escrevi - havendo um especialista em Wagner neste blogue, não me deveria atrever a escrever sobre as suas obras.
    Aqui ´nos deu uma explicação (mesmo antes de ter presenciado o espectáculo ao vivo) que me parece muito plausível sobre a ideia de Tim Albery.
    Eu, confesso, não gostei e não tenho abertura de espírito para tanta metáfora! Mas, isso sim, ainda tenho ouvidos para apreciar uma interpretação fervorosa desta obra de Wagner.
    Estou ansioso por ler o seu texto sobre este espectáculo, quando o escrever...

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  7. Ouvi Johan Botha em Viena, como Don Carlo, e ele não me entusiasmou, calculo que por estar em dia-não. O restante elenco, perfeitamente olvidável, também não ajudava.
    Mais tarde ele cantou um excelente Pollione na Gulbenkian.

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  8. Também ouvi esse Pollione na Gulbenkian, que foi notável. No Tannhäuser de Sábado esteve ao mesmo nível. Tenho tido mais sorte que o Paulo pois nunca ouvi o Botha falhar ou ter uma interpretação menos conseguida, vocalmente falando.

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  9. Não posso dizer que ele tenha falhado vocalmente no "Don Carlo". Apenas o achei liso, ausente da personagem, pouco cativante.

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  10. Hi,
    You're back. Have you got a nice travel?
    So you enjoyed the performance of Gerhaher? Next spring he is giving concerts in the city where is not far from my place. I haven't heard him yet. Maybe I visit one of his concerts, if I'd be home.
    I look forward to reading about Adriana. I've read Kaufmann was unwell.

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  11. Dear lotus-eater,
    I'm back!

    Gerhaher, as I mentioned, was absolutely superb! His voice is of extreme sweetness and beauty, he offered um a really moving interpretation. He sang almost as if he was singing Lied. Tou can not miss him next spring!

    In a few days I will write about Adriana. And, concerning Kaufmann (no, he was not at all bad in the performance I saw) I have a big surprise, but I will keep it for Christmas...

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  12. Big surprise, yes! Just wait some more days and you will see what I mean...

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  13. Caro FanaticoUm

    Obrigado por partilhar connosco mais uma das suas experiências operáticas.
    É curioso que mais uma vez levanta o problema das encenações pouco eficazes. Sei que em Wagner é difícil um encenador ser convincente, mas de qualquer forma, pelas suas pontuações, verifico que a nível vocal a récita foi excelente. Antes assim! Se fosse ao contrário seria certamente pior.

    Cumprimentos e aguardo a surpresa natalícia!

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  14. Caro Alberto,
    Obrigado pelo seu comentário e tem toda a razão, foi uma noite de canto fervoroso e se fosse ao contrário - encenação excelente e interpretação deficiente - teria sido péssimo. Mas não foi.
    Sei que este não é, de todo, o seu território, mas cá está uma das óperas de Wagner que é, em minha opinião, boa para começar. Mas melhores serão, talvez, o Navio Fantasma (Der Fliegelande Holländer) e o Lohengrin (sobretudo se cantado pelo Kaufmann!).
    A surpresa natalícia será publicada mais perto da quadra, não por que tenha alguma relação com ela, mas porque vão escasseando os espectáculos para comentar, pelo menos pela minha parte.
    Cumprimentos

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  15. Assisti a essa espetacular montagem de "Tannhauser" pela ROH no dia 2 de janeiro passado, e fiquei surpreso ao ver no balé de abertura a utilização da mesa criada pela coréografa Deborah Colker para o seu balé intitulado "Cruel". Idéia e coreografia descaradamemte copiada pela também coreógrafa Jasmin Vardimon.




    http://www.youtube.com/watch?v=AhhGCBxOgdw

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  16. @ Paulo Severo,
    Estive a ver no Youtube o link que mandou (não conhecia) e concordo consigo. A coreografia no Venusberg (de Jasmin Vardimon) é quase igual a esta de Deborah Colker.
    Aqui fica a denúncia. Muito obrigado

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