sexta-feira, 31 de julho de 2020

Ludovic Tézier, um grande barítono na stage door da Royal Opera House A great baritone at the stage door of the Royal Opera House, Março / March 2019


 

Depois de ter assistido a uma das melhores óperas da temporada de 2018-2019 – La Forza del Destino – na Royal Opera House de Londres, juntei-me aos muitos que esperavam os cantores principais na stage door. Apenas um saiu por aqui, o grande barítono francês Ludovic Tézier.

 



Numa época de grande escassez de bons barítonos verdianos, Tézier é talvez o melhor da actualidade. A sua interpretação como Don Carlo foi fabulosa e, apesar da péssima qualidade das fotografias, foi simpático e deu autógrafos a todos os que o pediram.

 



 

Ludovic Tézier, a great baritone at the stage door of the Royal Opera House, March 2019

 

After attending one of the best operas of the 2018-2019 season - La Forza del Destino - at the Royal Opera House in London, I joined the many who were waiting for the main singers on the stage door. Only one came out, the great French baritone Ludovic Tézier.


In a time of great shortage of good verdian baritones, Tézier is perhaps the best of the present days. His interpretation as Don Carlo was fabulous and, despite the poor quality of the photographs, he was friendly and gave autographs to all who asked.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Anja Kampe, Vienna, Novembro / November 2018


 

Depois de um congresso profissional em Viena, no regresso a Lisboa, eis que vejo perto de mim, no aeroporto, uma das minhas cantoras wagnerianas favoritas, Anja Kampe.

Encho-me de coragem e abordo-a, manifestando o meu grande apreço e admiração pela sua arte e atrevo-me a pedir-lhe para tirar uma selfie comigo. Sempre de sorriso aberto, foi muito simpática e acedeu ao meu pedido, apenas pedindo para não colocar a fotografia no facebook. O que cumpri.

Aqui fica o registo fotográfico, só da parte que interessa, de uma das maiores sopranos wagnerianas do nosso tempo. Obrigado Anja Kampe!


 

Anja Kampe, Vienna, November 2018

 

After a professional congress in Vienna, on the way back to Lisbon, I see one of my favorite Wagnerian singers, Anja Kampe, near me at the airport.

I was brave and talked to her, expressing my great appreciation and admiration for her art and I dare to ask her to take a selfie with me. Always with an open smile, she was very friendly and acceded to my request, just asking not to put the photo on facebook. What I did.

Here is the photographic record, only of the part that interests, of one of the greatest Wagnerian sopranos of our time. Thank you Anja Kampe!

sexta-feira, 3 de julho de 2020

JAVIER CAMARENA, METropolitan OPERA, Dezembro / December 2018


 (text in English below)

Em Nova Iorque, na Metropolitan Opera, o grande tenor mexicano Javier Camarena deu uma sessão de autógrafos para promover o seu novo álbum “Contrabandista” com Les Musiciens du Prince-Monaco, direcção de Gianluca Capuano, que explora o trabalho do tenor espanhol Manuel Garcia. Uma das faixas é um dueto com Cecilia Bartoli, a sua mentora para o álbum.


Javier Camarena é um dos melhores tenores ligeiros da actualidade, que tive o privilégio de ouvir este ano em “I Puritani” e “Les Pécheurs de Perles”, como assinalei nos textos indicados. Tem uma voz de uma beleza invulgar, coloratura impressionante e agudos fabulosos, que usa na perfeição, sem nunca desafinar nem perder qualidade em nenhum registo. 
Nos papéis de belcanto é um dos melhores cantores da sua geração.





JAVIER CAMARENA, METropolitan OPERA, December 2018

In New York at the Metropolitan Opera, the great Mexican tenor Javier Camarena gave an autograph session to promote his new album "Contrabandista" with Les Musiciens du Prince-Monaco, direction by Gianluca Capuano, which explores the work of Spanish tenor Manuel Garcia. One of the tracks is a duet with Cecilia Bartoli, her mentor for the album.

Javier Camarena is one of the best light tenors of the present times, which I had the privilege of hearing this year in "I Puritani" and "Les Pécheurs de Perles", as I pointed out in previously in the blog. He has a voice of unusual beauty, striking coloratura and fabulous top notes. He uses the vioce uses perfectly, without ever tune or lose quality in any register. In the roles of belcanto is one of the best singers of his generation.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

O LAGO DOS CISNES / SWAN LAKE, New York City Ballet, Fevereiro / February 2020



(text in English below)


Tive oportunidade de ver, mais uma vez, um dos meus bailados clássicos favoritos, o Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, pelo New York City Ballet.





A música é muito bonita. Foi tocada pela orquestra com pequenas falhas ao longo do espectáculo. O maestro foi Andrew Litton e o violino solista, excelente, Kurt Nikkanen.




Os cenários eram muito pobres, mas os bailarinos de grande qualidade, sobretudo o par solista, Sara Mearns (Odette / Odile) e Guillaume Côté (Príncipe Siegfried).




É para mim sempre um grande prazer assistir a este bailado, quando bem dançado. Foi o caso, apesar de não ter sido fantástico.



***


SWAN LAKE, New York City Ballet, February 2020

I had the opportunity to see, once again, one of my favorite classical ballets, Tchaikovsky's Swan Lake, by the New York City Ballet.

The music is very beautiful. It was played by the orchestra with minor flaws throughout the show. The conductor was Andrew Litton and the excellent violin soloist, Kurt Nikkanen.

The settings were very poor, but the dancers of great quality, especially the soloist pair, Sara Mearns (Odette / Odile) and Guillaume Côté (Prince Siegfried).

It is always a great pleasure for me to watch this ballet, whenever it is well danced. It was the case, although it was not fantastic.

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sexta-feira, 5 de junho de 2020

NY Philharmonic Concert – Fevereiro / February 2020




(Text in English below)

 

Estando em Nova Iorque por outro motivo, não deixei escapar a oportunidade de ver e ouvir um concerto na New York Philharmonic.

 





Sob a direcção do maestro titular Jaap van Zweden ouvimos três obras:

 




1- Concerto em Ré maior para violino e orquestra Op. 77 de Brahms. Um dos meus favoritos. Ouvi mas uma vez a grande violinista Janine Jansen que tocou um Stradivarius 1707 “Rivaz – Baron Gutmann” emprestado pela Dextra Musica.

 






Foi uma interpretação fabulosa, infelizmente interrompida entre os andamentos por aplausos, mas no final a explosão do público foi enorme e merecida.

 

2- Stride (em estreia mundial) de Tania León (compositora de origem cubana residente em Nova Iorque).

 

3- A terminar a suite do Cavaleiro da Rosa de R. Strauss, também tocada ao mais alto nível.

 



E um interessante apelo para quem tosse!

 


 

 

NY Philharmonic Concert - February 2020

 

Being in New York for another reason, I did not miss the opportunity to see and hear a concert at the New York Philharmonic.

Under the direction of the principal conductor Jaap van Zweden we heard three works:

 

1- Concert in D major for violin and orchestra Op. 77 by Brahms. One of my favorites. I once heard the great violinist Janine Jansen who played a Stradivarius 1707 “Rivaz - Baron Gutmann” on loan from Dextra Musica.

It was a fabulous interpretation, unfortunately interrupted between the parts by applause, but in the end the public explosion was huge and well deserved.

 

2- Stride (in world premiere) by Tania León (composer of Cuban origin residing in New York).

 

3- Der Rosenkavalier Suite by R. Strauss, also played at the highest level.

 

And an interesting appeal for those who cough!

sexta-feira, 22 de maio de 2020

WIENER MOZART KONZERTE, Musikverein, Viena, Setembro / September 2019




(Text in English below)

O concerto não me decepcionou porque foi o que temi, um espectáculo superficial e ligeiro, para principiantes musicais, com partes para o público acompanhar com palmas ritmadas, etc. O público era na sua grande maioria oriental e indisciplinado, muitas pessoas passaram todo o concerto a mexer nos telemóveis, desobedecendo aos pedidos insistentes do pessoal para o não fazerem, o que perturbou muito a atenção.



A sala - Wiener Grosser Musikvereinssaal - de onde se transmitem anualmente os concertos de Ano Novo, é maravilhosa e foi por ser lá que optei por este concerto em vez da ópera Orfeu nos infernos na Volksoper. Má escolha!! Teria sido melhor ir à ópera, mesmo sendo uma que não aprecio. Mas a sala é impressionante!












Foi um espectáculo muito caro e curto, durou pouco mais de 1 hora. Tudo textos musicais curtos, bem conhecidos e populares, de Mozart: final da Sinfonia Nº 35, Eine kleine Nachtmusik, Alla turca (rondo), 1º andamento da Sinfonia Nº 40 e, de óperas, do Don Giovanni as árias Deh, vieni alla finestra e Finch’han dal vino e o dueto com a Zerlina Là ci darem la mano, do Idomeneo a ária da Elettra D’Oreste, d’Ajace, das Bodas de Figaro a ária Non piu andrai, do Rapto do Serralho a ária da Constanze Martern aller Arten e da Flauta Mágica a ária do Papageno Der Vogelfänger bin ich ja e o dueto do Papageno com a Papagena Pa - pa.
Os músicos da Wiener Mozart Orchester estavam mascarados, com trajos garridos e cabeleiras da época. Dirigiu o maestro Vinicius Kattah.





Ouvimos dois solistas vocais, o barítono Sokolin Asllani, com uma prestação banal, timbre agradável mas nada empolgante, e a soprano Sera Gösch que gritou a plenos pulmões. Tem uma voz nasalada e feia e foi o exemplo que o canto lírico requer muito muito mais do que gritar alto. Nunca esteve bem, mas a ária da Constanze foi tenebrosa.



Contudo, houve um momento de qualidade superior - a abertura das Bodas de Fígaro! Mas foi pouco.




Como encores tivemos da família Strauss o Danúbio Azul e a Marcha Radetzky, não estivéssemos nós em Viena e no Musikverein.


Uma experiência a não repetir!

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WIENER MOZART KONZERTE, Musikverein, Vienna, October 2019

The concert did not disappoint me because it was what I feared, a light cursory concert for beginners, with parts for the audience to participate with rhythmic clapping, etc. The audience was mostly eastern, and many people spent the entire concert fiddling with their cell phones, disobeying the insistent requests from staff not to do so, which greatly disturbed our attention.

The hall - Wiener Grosser Musikvereinssaal - from which the New Year's concerts are broadcast annually is wonderful and it was because of this that I opted for this concert instead of the opera Orpheus in the underworld at Volksoper. Bad choice!! It would have been better to go to the opera, even though I don't like this one.

It was a very expensive and short concert, it lasted just over 1 hour. All musical texts were Mozart's short, well-known and popular musics: Symphony No. 35 finale, Eine kleine Nachtmusik, Alla turca (rondo), Symphony No. 40 Molto Allegro and, from operas, from Don Giovanni the arias Deh, vieni alla finestra and Finch'han dal vino and the duet with Zerlina Là ci darem la mano. From Idomeneo the aria of Elettra D'Oreste, d'Ajace, from the Marriage of Figaro the aria Non piu andrai, from the Abduction of the Seraglio the aria of Constanze Martern aller Arten and from the Magic Flute the aria of Papageno Der Vogelfänger bin ich ja and the Papageno duet with Papagena Pa - pa.
Wiener Mozart Orchester musicians were masked, with gaudy costumes and wigs of the time. Directed the conductor Vinicius Kattah.

We heard two vocal soloists, baritone Sokolin Asllani, with a banal performance, pleasant but not very exciting tone, and soprano Sera Gösch who screamed at the top of her lungs. She has an ugly voice, and she was the example that lyric singing requires much more than shouting loud. She has never been well, but Constanze's aria was a torment.

However, there was a moment of superior quality - the overture of the Figaro’s Marriage! But it was little. As encores we had from the Strauss family the Blue Danube and the Radetzky March, after all we were in Vienna in the Musikverein.

An experience not to be repeated!

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