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quarta-feira, 6 de março de 2013

Amsterdam Baroque Orchestra and Choir, Fundação Gulbenkian, Março de 2013


(programa de sala)

Um breve apontamento para registar outro bom concerto na Gulbenkian, no início da semana. Foi mais uma rara ocasião em que o jardim estava visível, o que dá outra dimensão à sala, transformando-a num local único e, talvez, o mais belo de Lisboa.

Ouviu-se a Amsterdam Baroque Orchestra and Choir, dirigida por Ton Koopman, interpretando obras de Georg Philipp Telemann, Selig sind die Toten, Das Leben ist ein Rauch, ein Schaum e Die Donnerode, a última escrita para um concerto de beneficência em memória das vítimas do terramoto de 1755 em Lisboa.

(Ton Koopman)

Os solistas, holandeses e alemães, foram homogéneos e de qualidade assinalável, incluindo Lenneke Ruiten (soprano), Tilman Lichdi (tenor), Klaus Mertens (baixo) e Jasper Schweppe (baixo).
Digno de realce foi o jovem contratenor Maarten Engeltjes que nos ofereceu uma interpretação de topo. A voz é de uma beleza invulgar e o cantor projecta-a com grande eficácia. Foi, para mim, o melhor da noite e uma revelação.

(Maarten Engeltjes)

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Amsterdam Baroque Orchestra and Choir, Fundação Gulbenkian, Março de 2013

A brief note to mention another good concert at the Gulbenkian Foundation, earlier this week. It was a rare occasion when the garden was visible, which gives another dimension to the room. It transforms it into a unique and perhaps the most beautiful concert room in Lisbon.

We heard the Amsterdam Baroque Orchestra and Choir, directed by Ton Koopman, interpreting works by Georg Philipp Telemann, Selig sind die Toten, Das Leben ist ein Rauch, ein Schaum and Die Donnerode, the last one written for a concert in memory of  the victims of the 1755 earthquake in Lisbon.

The soloists, Dutch and German, were homogeneous and of remarkable quality, including Lenneke Ruiten (soprano), Tilman Lichdi (tenor), Klaus Mertens (bass) and Jasper Schweppe (bass).
Worthy of emphasis was young countertenor Maarten Engeltjes that offered us a top quality interpretation. His voice is of an unusual beauty and the singer projected it with great effectiveness.
It was, for me, the best of the night, and a revelation.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ton Koopman, Fundação Gulbenkian, Fevereiro de 2012


Depois de dois concertos com estrelas do canto lírico na Terça e Quarta-feiras, a FCG voltou a presentear-nos com a presença do famoso maestro holandês Ton Koopman que se apresentava, pela primeira vez, a dirigir a Orquestra Gulbenkian.


O programa escolhido foi constituído, inevitavelmente, por obras do período barroco e clássico.

A primeira obra foi a cantata Ich habe genug (BWV 82) de J. S. Bach destinada à Festa da Purificação de Nossa Senhora e que se baseia num libreto de autor desconhecido.
Foi interessante podermos assistir na mesma semana à mesma cantata em duas das suas versões: primeiro na voz do contratenor Andreas Scholl e, agora, na do baixo alemão Klaus Mertens, colaborador habitual do maestro.


Podemos dizer que a orquestra foi excelentemente dirigida e teve em Pedro Ribeiro um solista para oboé que nos transportou com mestria para a primeira ária Ich habe genug. Klaus Mertens, com a sua voz melodiosa e bem colocada, foi um solista que correspondeu inteiramente às expectativas.

A obra seguinte foi uma selecção da obra Musique de table ou Tafelmusik do compositor G. P. Telemann que data de 1733. É uma obra muito interessante da qual ouvimos uma excelente interpretação, tendo Koopman conduzido a orquestra de um modo muito claro e explorando as várias linhas melódicas e ritmos muito elegantes da obra.

A concluir o programa, ouviu-se a última sinfonia de W. A. Mozart — Sinfonia n.º 41, em Dó Maior, K. 551, composta em 1788 e titulada “Júpiter” pelo seu empresário a propósito da sua eloquência poderosa.
Uma vez mais, Koopman conduziu-nos pela obra de Mozart com excelência, envolvendo o público com o amplo espectro dramático desta sinfonia.

Em suma, com a sua presença simpática e o seu estilo invulgar e muito próprio, Ton Koopman proporcionou-nos mais um espectáculo de elevada qualidade.