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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pedro Burmester no melhor Concerto para Piano e Orquestra da História da Música – Fundação Calouste Gulbenkian – 23 Fevereiro 2012


(review in english below)

Com uma precisão notável, expressividade sobre-humana e uma sublime utilização do tempo rubato, Pedro Burmester deslumbrou no Concerto para Piano e Orquestra nº1 de Johannes Brahms, o meu concerto para piano e orquestra favorito.

A Orquestra derreteu-se à excêntrica mão esquerda de Krzysztof Urbanski.

O Programa completou-se com a abertura Coriolando de Beethoven e A Minha Pátria de Smetana, mas foi Brahms que ecoou no Grande Auditório. Sem dúvida, o momento sinfónico / não vocal mais alto da Temporada até agora.

Hoje não foi dos piores dias mas continuo a não compreender como é possível não ficar corporalmente inerte face a uma interpretação tão magistral de uma obra tão magistral. Ainda há muita gente que consegue perder-se na leitura prolongada mas cerebralmente fugaz de um programa, roçando páginas, o cochicho, o retirar e guardar objectos na mala, tira óculos, põe óculos... O fanatismo pode trazer algum extremismo mas perdoem-me a metaforização (ou até mesmo eufemização) seguinte para que se possa enquadrar na moderação do blog mas: abaixo o snobismo pseudointelectual, ocasionalmente coberto de pêlo ou penas!!! Cada um é livre de viver a música de modo pessoal mas estou certo que é muito mais tocante vivê-la colocando-a acima de qualquer projecção egocêntrica. Burmester merecia essa atitude, Brahms merecia essa atitude!

Terminando com a recomendação habitual... aqui fica a minha gravação de eleição pelo meu pianista favorito. A perfeição ao vivo versus a perfeição em gravação. É possível de ser atingida...





Pedro Burmester in the best Piano Concerto ever written - Calouste Gulbenkian Foundation - February 23, 2012




With a remarkable precision, superhuman expressiveness and sublime use of the rubato time, Pedro Burmester dazzled the Johannes Brahms Piano Concerto nº 1, my favorite.

The Orchestra melted to the eccentric left hand of Krzysztof Urbanski.

The program was completed with the Beethoven’s Ouverture Coriolando and Smetana’s Má Vlast, but it was Brahms who echoed in the Grand Auditorium. Undoubtedly, the best symphonic / non-vocal momento of the Season so far.

Ending with the usual recommendation ... here's my recording of choice from my favorite pianist. Live perfection versus recording perfection. It is possible to be achieved...