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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OTELLO – Zurich Opera House, 13 Novembro 2011




(review in english below)

Caros amigos, o tempo foi passando, outros eventos foram surgindo e, numa organização de blog, alguns espectáculos ficaram para trás, como é o caso deste Otello.


Estava prevista a estreia de Peter Seiffert como Otello em Zurique mas acabou por ser José Cura a fazer o papel do Mouro. Cura não é um cantor brutal mas faz um Otello interessante mais do ponto de vista interpretativo do que vocal.


Fiorenza Cedolins fez uma Desdemona impressionante. Numa encenação moderna, a sua figura pós-dieta resistiu na transmissão de uma esposa frágil mas ao mesmo tempo forte e corajosa. O seu Ave Maria foi sublime!



Thomas Hampson, estreando-se como Iago, esteve muito bem. A malvadez e argúcia da personagem estiveram presentes quer na postura quer no canto. Contudo acho que ainda tem muito espaço para melhorar e, sinceramente, não sei se será um papel que se enquadre bem com Hampson. Mas o meu conhecimento e experiência de Otello é curta e humilde.




A encenação de Graham Vick é moderna, transferindo a acção para um presente que se pode enquadrar em qualquer um dos ambientes de guerra que temos assistido nos noticiários. Pouco especial. Último acto com palco muito vazio mas ajudando no focar da atenção nos cantores e na acção.




Daniele Gatti e cantores de papéis menores estiveram ao nível esperado.





Otello - Zurich Opera House, November 13, 2011

Dear friends, as time passed, other events arose, and in the organization of the blog, some shows were left behind as is the case of this Otello.


Peter Seiffert was scheduled to debut as Otello in Zurich but it was José Cura who sang the role of the Moor. Cura is not brutal singer but he makes an interesting Otello, mainly in the interpretative point of view, rather than from the vocal one.


Fiorenza Cedolins made ​​an impressive Desdemona. In a modern scenario, her post-diet figure resisted tin he transmission of a fragile but, at the same time, strong and courageous wife. Her Ave Maria was sublime!


Thomas Hampson, debuting as Iago, was very good. The viciousness and wit of the character were present both in posture and voice. But I think Hamspon still has much room for improvement, and frankly I do not know whether this is a role that fits well with Hampson. But my knowledge and experience of Otello is short and humble.




The staging by Graham Vick is modern, transferring the action to a presente time that could fit into any scene of war that we have seen in the news. Not too much special. A last act with an almost empty stage but that helped to focus the attention in the characters and the action.



Daniele Gatti and the smaller roles singers were at the expected level.


sábado, 6 de março de 2010

STIFFELIO – Met Opera, Nova Iorque, Janeiro de 2010

Stiffelio, ópera de G. Verdi, numa produção também de Giancarlo del Monaco, foi mais uma encenação clássica, como é habitual no Met, mas não deslumbrante, apesar de alguma complexidade cénica.
A direcção musical foi de Placido Domingo, que cumpriu a tarefa sem brilho.


José Cura foi Stiffelio e emprestou ao papel uma excelente voz de tenor, segura, bem timbrada, potente em toda a sua extensão e sem vibrato. Cenicamente não esteve mal e foi o único que representou.
Lina, sua mulher, foi cantada por Julianna Di Giacomo, que revelou uma voz poderosíssima mas pouco ágil e sem conseguir transmitir emoção. Cenicamente muito fraca, como todos os outros.
Raffaele foi Michael Fabiano que cumpriu vocalmente, mas sem entusiasmo ou capacidade cénica. Também Andrej Dobbler que cantou o papel de Strakar, pai de Amélia, não se salientou, embora tenha cantado com correcção. Dos restantes, nada digno de relevo.
Um espectáculo bem encenado, com bons cantores (sobretudo Jose Cura numa excelente interpretação), mas cenicamente muito fracos.
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