(review in english below)
Estive na 5ª feira passada neste concerto da Gulbenkian e vou ser muito breve na minha crítica a qual poderão ver também no post que fiz no blog Ópera Lisboa de Plácido Zacarias, em resposta à crítica deste blogger embora referente ao concerto de 6ª feira.

Confesso que ia com grande expectativa porque Mahler é uma das minhas paixões.
O maestro Jean-Claude Casadesus não nos deu um Mahler vibrante e memorável. O último andamento revelou uma Olga Pasichnyk (desconhecida para mim...) com timbre bonito mas incapaz de, na maioria do tempo, se sobrepor à intensidade orquestral.
Para quem ouviu Simone Young dirigir a 5ª de Mahler na temporada passada, esta 4ª na mão da mesma teria sido provavelmente excelente.

Confesso que ia com grande expectativa porque Mahler é uma das minhas paixões.
O maestro Jean-Claude Casadesus não nos deu um Mahler vibrante e memorável. O último andamento revelou uma Olga Pasichnyk (desconhecida para mim...) com timbre bonito mas incapaz de, na maioria do tempo, se sobrepor à intensidade orquestral.
Para quem ouviu Simone Young dirigir a 5ª de Mahler na temporada passada, esta 4ª na mão da mesma teria sido provavelmente excelente.
A ausência de utilização de tempo rubato na abertura de o Morcego trouxe uma métrica aritmética algo incomodativa. Não gostei.
O concerto para piano e orquestra nº 24 de Mozart não é, por certo, o meu favorito. Acho que o brilhantismo desde David Kadouch, a um mês de fazer apenas 25 anos, não sobressaiu durante o concerto por uma direcção de orquestra pouco dinâmica, empastelada. Não escutei o espírito Mozartiano na sua essência e a sempre praticamente perfeita Orquestra Gulbenkian também não esteve ao seu nível por esta razão. Daí possa dizer que o melhor do concerto tenha sido realmente o extra de Kadouch com Chopin. Magnífica interpretação. Gelou todos no auditório (e especialmente durante a execução da mesma... sem os barulhos adventícios habituais...).
Aproveito para lamentar o cancelamento de Thomas Quasthoff da próxima 2ª feira na Gulbenkian. Embora tivesse na minha ideia que iria cantar o ciclo “A Bela Moleira” o que é certo é que seria “A viagem de Inverno”. Christine Schäfer substitui o barítono alemão. Embora tenha tido uma experiência agradável com Schäfer no Tamerlano de Londres deste ano, não acredito que acabe por ser um concerto muito interessante. Isto porque o meu gosto pessoal leva a preferir, como interpretes para estes ciclos de canções de Schubert, barítonos e não sopranos.
Strauss, Mozart & Mahler - Calouste Gulbenkian Foundation - 18th November 2010
Last Thursday evening I went to Fundação Calouste Gulbenkian and I shall be very brief in my review. My opinion can also be seen at the blog Ópera Lisboa by Plácido Zacarias, in response to his review of the same concert but performed on Friday.
I confess I went with great anticipation because Mahler is one of my passions.
The conductor Jean-Claude Casadesus did not give us a vibrant and memorable Mahler. The last movement revealed a Olga Pasichnyk (unknown to me ...) with beautiful tone but unable to, most of the time, take precedence over orchestral intensity.For those who heard Simone Young directing the 5th of Mahler last season, this 4 th in the same hand would probably have been excellent.
The lack of use of rubato in the Ouverture of Die Fledermaus brought a too much metric pace somewhat annoying. I did not like it.
Mozart’s piano concerto nº 24 is far from being my favourite one. I think the brilliance of David Kadouch, a month away from completing 25 years of age, was not so evident due to a sluggish conducting. The Mozart essence and spirit were missing and the almost always perfect Gulbenkian Orchestra failed to perfection also by the conducting problem. It can be said that the best of the concert was really the extra by Kadouch (a Chopin’s Nocturne). Beautiful interpretation. It froze everyone in the audience (it really stopped the usual adventitious noises ...).
I would like to take this opportunity to inform and to sorrow the cancellation of Thomas Quasthoff's concert on next Monday at the Gulbenkian. I had the idea that he would be singing “Die schöne Müllerin”, but instead it was “Winterrreise”. Christine Schäfer replaces the German baritone. Although I have had a pleasant experience with Schäfer in Tamerlano this year, I do not believe it will eventually be a very interesting concert, mainly because my personal taste leds me to prefer baritones and not sopranos for these song cycles.