A 20ª Gala de Ópera da Universidade de Lisboa decorreu na Aula Magna no dia 4 de Dezembro.
Actuaram a Orquestra Sinfónica Juvenil, o Coro de Câmara da Universidade de Lisboa, o Coro de Câmara do IGL, o Vocal Da Capo e o Incognitus Ensemble. A direcção musical foi de Christopher Bochmann.
O programa foi totalmente dedicado a G. Verdi, com excertos das óperas Nabucco, I Lombardi, Rigoletto, Il Trovatore, La Traviata e Don Carlo. Foram escolhidos trechos muito populares para agradar a toda a assistência, mesmo a que pouco conhece ópera, e assim aconteceu.
Os cantores solistas foram Alexandra Bernardo (soprano),
Larissa Savechenko (contralto),
Alberto Sousa (tenor) e
Armando Possante (barítono).
Continuamos a atravessar um período pandémico terrível a nível global. No que à ópera respeita, há já grande e diversificada oferta na generalidade dos países europeus. No entanto, considero que ainda é arriscado viajar, não tanto por medo de contrair a COVID-19, mas mais por podermos ser subitamente apanhados numa quarentena de semanas ou num súbito encerramento de fronteiras.
Em Portugal, ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus, a ópera é quase inexistente e qualquer espectáculo sério que apareça é muito bem-vindo. Foi o caso da 20ª Gala de Ópera e, por isso, não vou ser crítico com os intervenientes no espectáculo.
Direi apenas que a qualidade das interpretações foi muito diversa, mas gostaria de salientar a que foi, para mim, a grande surpresa da noite – a soprano Alexandra Bernardo. Tem um vozeirão impressionante, uma amplitude vocal invejável e um timbre bonito. Há anos que não ouvia um cantor português com tanto potencial. A voz precisa de ser “trabalhada” porque estamos perante um diamante que está ainda por lapidar. Uma cantora a seguir!
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