segunda-feira, 10 de junho de 2019

IOLANTA, METropolitan Opera, Nova Iorque / New York, Fevereiro / February 2019


(Fotografia / Photo: Marty Sohl, Metropolitan Opera)

(review in English below)

A ópera Iolanta de P.I. Tchaikovsky esteve mais uma vez em cena na Metropolitan Opera de Nova Iorque. Não conhecia a encenação de Mariusz Trelinsky. É muito agradável e espectacular. Há um cubo central, rotativo, onde fica o quarto da Iolanta, a princesa cega, decorado como um pavilhão de caça. Na única parede visível estão pregados vários chifres de veados. Ao centro a cama ou uma pequena mesa. À volta é uma floresta onde, logo no início, são projectadas imagens de veados a pastar, correr e a serem caçados. Toda a acção se passa dentro do quarto e na floresta circundante.



O maestro Henrik Nánási esteve muito bem, com grande atenção aos cantores e extraindo um belo som da magnífica orquestra da Metropolitan Opera. O coro também foi bom, apesar da curta intervenção.




Quanto aos cantores houve alguma heterogeneidade. Na protagonista a soprano búlgara Sonya Yoncheva foi magnífica. É outra cantora de topo mundial, com uma voz lindíssima e cristalina, agudos fantásticos e com uma excelente presença em palco.



O Conde Gottfried Vaudémont foi o tenor americano Matthew Polenzani que também esteve em grande forma, numa interpretação vocal marcante. É também detentor de um timbre muito bonito e foi sempre bem audível.



O barítono norte-americano Lucas Meacham fez um Robert de qualidade, sobretudo na primeira intervenção. Tem também uma voz potente e foi muito ovacionado neste que é talvez o grande teatro de ópera onde o público é mais generoso (e menos exigente) para os cantores.


Num plano inferior estiveram o barítono azeri Elchin Azizov no papel do médico Ibn-Hakia, o baixo bielorusso Alexander Roslavets como o rei René e Larissa Diadkova como Martha. Nas intervenções menores cantaram Harold Wilson (Bertrand), Mark Schowalter (Alméric), Megan Marino (Laura) e Ashley Emerson (Birgitta).





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IOLANTA, METropolitan Opera, New York, February 2019

The opera Iolanta by P.I. Tchaikovsky was once again on stage at the Metropolitan Opera in New York. I did not know the staging of Mariusz Trelinsky. It is very nice and spectacular. There is a central, rotating hub, where is the room of Iolanta, the blind princess, decorated as a hunting lodge. On the only visible wall are several horns of deer. To the center the bed or a small table. Around it is a forest where, early on, images of deer grazing, running and being hunted are projected. All the action takes place inside the room and in the surrounding forest.

Conductor Henrik Nánási was very good, with great attention to the singers and extracting a beautiful sound of the magnificent Orchestra of the Metropolitan Opera. The Choir was also good, despite the short intervention.

As for the singers there was some heterogeneity. In the main role Bulgarian soprano Sonya Yoncheva was magnificent. She is another world-class singer, with a beautiful and crystalline voice, fantastic top notes and with an excellent presence on stage.

Count Gottfried Vaudémont was the American tenor Matthew Polenzani who was also great in vocal interpretation. He also has a very beautiful timbre and has always been well audible.

American baritone Lucas Meacham was a quality Robert, especially in the first intervention. He also has a powerful voice and was very much applauded in what is perhaps, among the most important opera houses, the one where the public is more generous (and less demanding) to the singers.

On a lower plane were Azeri baritone Elchin Azizov in the role of the doctor Ibn-Hakia, Belarussian bass Alexander Roslavets as King René and Larissa Diadkova as Martha. In minor interventions sang Harold Wilson (Bertrand), Mark Schowalter (Alméric), Megan Marino (Laura) and Ashley Emerson (Birgitta).

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