(review in English below)
A encenação de Keith Warner continua a ser pobre e sem
interesse. No 1º acto está um avião caído no Nibelheim mas, apesar da
profundidade do local, está quase inteiro, só a hélice está separada. É nesse
cenário que se passa toda a acção, nomeadamente o forjar das espadas.
No 2º acto o
palco tem um enorme buraco a meio, a entrada da gruta do Fafner que, contudo, aparece
fora dela, incluindo quando assume a forma de dragão. O pássaro é inicialmente
um boneco mas, quando o Siegfried o percebe, passa a ser a cantora (Heather EngeBretson) que desce
suspensa por umas cordas.
No 3º acto há uma
placa giratória que ocupa todo o palco na horizontal, onde está o Wotan. Esta
passa a vertical, como aconteceu na Valquíria e é à roda dela que se desenvolve
as acção, acabando a Brünhilde e o Siegfried a lançarem-se sobre um colchão
velho, que tinha servido para recolher os heróis mortos na ópera anterior, uma
opção cénica que resulta ridícula.
Esta foi a menos interessante das 3 óperas do Anel até agora. O maestro
Antonio Pappano foi, mais uma vez,
brilhante, mas a Orquestra voltou a não estar perfeita, com algumas falhas nos
metais.
O Stefan Vinke (Siegfried) começou
menos bem, a voz não é atraente nem bonita e a emissão algo irregular. Mas foi
em crescendo e no 3º acto até se aguentou muito bem ao contrário do que pensei.
O melhor da noite foi o Gerhard
Siegel como Mime, fantástico quer na prestação vocal como cénica. Foi o
anão malandro e oportunista perfeito.
O John Lundgren (Viajante,
Wotan) repetiu uma grande interpretação, como tinha feito na ópera anterior.
O Alberich de Johannes Martin
Kränzle também voltou a oferecer-nos uma representação de elevado nível,
como tinha acontecido no Ouro do Reno.
Brindley Sherratt (Fafner) e Wiebke Lehmkuhl (Erda), estiveram ao
mais alto nível nos seus papéis pequenos.
A Brünhilde da Nina Stemme foi
marcante, mas a cantora emitiu algumas notas mais gritadas que cantadas.
***
SIEGFRIED,
Royal Opera House, October 2018
The production
of Keith Warner remains
uninteresting. In the 1st act is a plane crashed in the Nibelheim but, despite
the depth of the place, is almost whole, only the propeller is separated. It is
in this scenario that all the action happens, namely the forging of swords.
In the
second act the stage has a huge hole in the middle, the entrance of the cave of
Fafner. However, he appears outside of it, including when he takes the form of
a dragon. The bird is initially a toy but, when Siegfried understands it, it is
the singer (Heather EngeBretson) who descends suspended by some ropes.
In the 3rd
act there is a large horizontal revolving wall, Wotan walking on it. The wall
passes to vertical, as it happened in Valkyrie and it is with it that the
action unfolds, finishing Brünhilde and Siegfried to throw themselves on an old
mattress, that had served to collect the heroes dead in the previous opera.
This was
the least interesting of the three operas of the Ring until now.
Maestro Antonio Pappano was, once again,
brilliant, but the Orchestra was not perfect, with some failures in the metals.
Stefan Vinke (Siegfried) started less well, his voice is
neither attractive nor beautiful and the emission irregular. But he was growing
and in the 3rd act he was very well, contrary to what I expected.
The best of
the night was Gerhard Siegel as
Mime, fantastic either on vocal performance and on stage. He was the trickster
and perfect opportunist dwarf.
John Lundgren (Wanderer, Wotan) repeated a great
interpretation, as he had made in the previous opera.
Johannes Martin Kränzle’s Alberich also offered us again a performance
of high level, as had happened in the Das Rheingold.
Brindley Sherratt (Fafner) and Wiebke Lehmkuhl (Erda), were at the top level in their small roles.
Nina Stemme's Brünhilde was remarkable, but the singer
issued some more shouted notes than sung.
***
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